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A última execução pública do Ocidente ocorreu depois de 137 anos após a morte de Tiradentes

Atualizado: 20 de mai. de 2020

Em 1939, a morte de Eugen Weidmann acabou com uma era: o fim do espetáculo da morte

Momentos antes de ser decretada a ordem de execução de Eugen.

Eugen definitivamente não era um injustiçado: numa carreira que começou com pequenos golpes e evoluiu para sequestro e latrocínio, Eugen Weidmann havia deixado cinco mortos, todos assassinados friamente por dinheiro.


As autoridades chegaram a Eugen porque ele, descuidado, esqueceu um cartão de visita no escritório de Raymond Lesobre, e os investigadores simplesmente seguiram a pista. Só que ele não se entregou facilmente, não! O alemão era extremamente agressivo e somente foi capturado depois de trocar tiros com os policiais e levar algumas marteladas na cabeça.


Após a prisão, Eugen confessou ter assassinado as seis vítimas e foi julgado juntamente com seus comparsas por uma corte em Versailles. No fim, Jean Blanc e Roger Million escaparam da pena de morte e foram sentenciados à prisão perpétua — e Eugen foi o único a ser condenado a ser executado em praça pública na guilhotina.


A EXECUÇÃO

Local escolhido para a execução de Eugen.

Na verdade, a intenção era de que a decapitação pública servisse de exemplo e desencorajasse a criminalidade na França. No entanto, as autoridades subestimaram a sede de sangue da multidão, pois, no dia da execução, 17 de junho de 1939, o que se viu foi as pessoas indo à loucura diante do espetáculo (bárbaro)! Aliás, o alvoroço foi tão grande, que o local da sentença teve que ser alterado e seu cumprimento, adiado em várias horas.


Mas essas medidas não foram suficientes acalmar a multidão. A guilhotina foi montada diante da prisão Saint-Pierre, em Versailles e, enquanto Eugen era conduzido até ela, as pessoas não pararam de gritar, assoviar e clamar para o criminoso. Além disso, diversas fotos foram clicadas da ocasião, e inclusive existem filmes do momento da execução.


Como se fosse pouco, de acordo com testemunhas que assistiram à execução, depois de Eugen perder a cabeça, muitas mulheres esperaram até que os policiais saíssem do local para molhar lenços com o sangue do criminoso.


Nesse vídeo que você pode ver abaixo é possível ter uma melhor noção da quantidade de pessoas que compareceram à execução:


O presidente Albert Lebrun considerou o espetáculo deprimente: a ideia de uma execução pública era inspirar medo e respeito à lei na população. Convencido de que não era definitivamente o caso, revogou as execuções públicas. Dentro dos muros, condenados continuariam a ser guilhotinados na França até 1977, com a execução do estuprador e assassino Hamida Djandoubi. A pena de morte seria abolida em 1981.

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